Comunidade Educativa Pastoral Salesiana e Projeto Educativo Pastoral Salesiano

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Introdução :

 

Os Salesianos trataram sobre os cooperadores salesianos no seu 24° Capítulo Geral. Nele apareceu a proposta de trabalhar em parceria com os cooperadores que não são membros salesianos, compartilhando com eles a missão e a responsabilidade. Até então, os postos mais importantes eram ocupados pelos membros salesianos, e os cooperadores tinham apenas a função de auxiliares. A missão dos salesianos, isto é, a educação e a pastoral, já não pertencia apenas aos salesianos, mas devia ser exercida em comunhão com os cooperadores, formando uma comunidade educativo-pastoral. Nessa ocasião teve a confirmação da importância do Projeto educativo pastoral a ser desenvolvido concomitantemente com o PEPS (Plano Educativo Pastoral Salesiano). Respondendo ao apelo de alguns membros salesianos e como resposta à proposta do Capítulo Geral, o Padre Mario Baclig criou um modelo de Plano educativo pastoral salesiano, seguindo o modelo de planejamento estratégico.
Esse modelo que viabiliza tanto a formação de uma comunidade como a execução do planejamento estratégico é útil para qualquer tipo de comunidade, quer seja uma obra ou comunidade religiosa. Aqui gostaria de apresentar os passos seguidos pelo plano estratégico para obras com o subtítulo “Uma missão em parceria com os cooperadores”. Espero que seja útil para diversas comunidades.

I – Formação da comunidade

No séc. XX, o modelo de administração e o estilo de liderança sofreram diversas mudanças, acompanhando a transformação econômico-social do mundo. Esta mudança consiste basicamente no modelo administrativo de ordem e comando, resultante do sistema militar, para o modelo de participação do tipo cooperação como camaradas. Nesse modelo administrativo de participação, é comprovado que funcionários se sentem mais valorizados, e melhora a qualidade de serviço. Mas não garante que sempre tenha sucesso. A chave do sucesso da administração participativa é a formação da comunidade.
Acreditava Thomas Carlisle (filósofo escocês) que o ser humano tem o desejo de ser reconhecido como único e valioso e quer pertencer a algo maior que o supere. Podemos perceber na natureza o quanto a interação é importante. Por exemplo, suponhamos que um cultivador de plantas tenha plantado duas árvores uma ao lado da outra. Dizem que as raízes se entrelaçam e afofam a terra e, que as plantas crescem melhores do que quando plantadas uma longe da outra. O mesmo se dá com duas tábuas sobrepostas. Elas agüentam um peso maior que o total do peso que cada uma separadamente suporta. Do mesmo modo, pode se dizer que a soma do que cada homem faz separadamente é superada pelo que é realizado em conjunto, unindo as forças de muitos. O que devemos aprender da lei natural é que cada um deve valorizar as diferenças mútuas, superar as limitações pessoais com ajuda mútua e fazer valer a potencialidade que habita em cada um.
Então, como se forma uma verdadeira comunidade?
Apresentarei os pré-requisitos para a formação de uma verdadeira comunidade de John Gardner.
1. Visão compartilhada: Uma comunidade sadia está consciente sobre aonde deve caminhar e como será o futuro. Um ideal positivo proporciona aos membros a meta e a motivação.
2. A união na diversidade: Um grupo em que há discórdia e a desunião não é uma comunidade. O ser humano almeja a diversidade e ai descobre o valor. Onde as pessoas se reúnem sempre há diversidade de opiniões. A verdadeira comunidade é capaz de encarar as diferenças e superar os problemas.
3. Partilha da cultura: Quando as pessoas compartilham uma cultura (o critério da ação, os valores essenciais) podem produzir frutos. A apresentação simbólica e textual da história e das tradições ajuda essa comunidade.
4. Comunicação: ma comunidade que funciona bem, tem comunicação livre entre os membros. Existe um espaço de partilha de informações, onde os membros se reúnem periodicamente. Há ainda oportunidade de mútuo conhecimento. É desejável que a comunicação se dê na comunidade sem se prender a uma relação horizontal ou vertical.
5. Confiança e Bondade: uma comunidade saudável é atenciosa para com cada um, e existe relação de confiança e de respeito mútuo.
6. Administração e governo: Para que a comunidade funcione bem, mesmo mantendo a colaboração mútua, deve definir com clareza as funções, responsabilidades e a extensão de sua decisão e fazer observar.
7. Participação e comum responsabilidade: Uma comunidade saudável é capaz de envolver todos os membros em torno de um objetivo. Todos têm a chance de dar sua contribuição para alcançar um resultado positivo.
8. Formar novos membros: Todos os membros têm diferentes oportunidades para o crescimento, porém, será útil para a comunidade o empenho que se faz para que os membros jovens adquiram conhecimentos e tecnologia.
9. Confirmação: uma comunidade saudável confirma continuamente o valor da própria comunidade. A celebração da data de fundação, a entrega de diplomas, a celebração de cada sucesso são formas de reanimar a comunidade e dar-lhe segurança.
10. Cooperação com órgãos externos: Para uma comunidade, é importante manter harmonia com a sociedade local e órgãos externos, mas ao mesmo tempo, estabelecer um certo limite com o exterior.

Os pré-requisitos apresentados por John Gardner mostram que não é fácil formar uma comunidade. Dá sensação de que depende muito da liderança. Porém, há uma boa notícia para os líderes mais inseguros. O modelo de Planejamento estratégico criado pelo Pe. Mário conduz por si à formação da comunidade. Está estruturado de tal forma que, na medida que vai desenvolvendo o planejamento, envolvendo todos os membros, vai se aproximando de uma verdadeira comunidade que indica John Gardner.

II – Que é planejamento estratégico?

Sobre o planejamento

Nas nossas obras ou casas temos planejamento. Existem vários tipos de planejamento, mas são eles eficazes? Apresentarei quatro tipos de planejamento. A qual deles encaixa o seu planejamento?

1. Planejamento inativo
O prefixo in significa dentro, portanto, inativo significa dentro da ação. É um planejamento que repete o que foi feito no passado. Repete ano a ano a mesma coisa, sem quase nenhuma mudança. Chegando o tempo de entregar o planejamento do ano seguinte, abre o planejamento do ano corrente, ajusta as datas e faz algumas correções. Repetindo esse processo, nesse mundo de rápida mudança, ficará atrasado em relação aos novos tempos.

2. Planejamento reativo
O prefixo re significa responder ao estímulo, portanto é um planejamento de resolver os problemas que surgem. É uma situação lamentável de resolver os problemas que aparecem um após outro, problemas estes que poderiam ser evitados se fosse previsto. É preciso olhar para frente e planejar com um pouco de calma.

3. Planejamento pré-ativo
O prefixo pre significa antes. Portanto preativo significa planejar com previsão. Planejar, prevendo o resultado de um fato ou vendo antecipadamente o que poderia acontecer. Por exemplo, se souber que haverá certa mudança num sistema a partir de tal ano, poderá fazer uma preparação paulatina para não se apavorar na última hora. Porém nada faz em relação ao que está para acontecer, pelo contrário procura uma forma de se adaptar a ele. É um planejamento passivo que evita sofrer danos.

4. Planejamento pro-ativo
O termo pro-ativo tem o sentido de agir antes. Portanto é um planejamento que visa alcançar o objetivo estabelecido, construindo o futuro desejado. Por exemplo, sabendo que haverá um ataque de míssil dali a alguns dias. Quem segue o planejamento pré-ativo enfrenta a situação, preparando um abrigo anteinvasão. Porém quem é proativo procura a base do míssil para demoli-la, mudando desse modo o futuro.

O planejamento estratégico é um planejamento proativo.

O conceito do planejamento estratégico

Vejamos a seguir os seis elementos indispensáveis do planejamento estratégico, segundo o livro
Planejamento Estratégico Aplicado (Applied Strategic Planning)

1. Planejamento estratégico é um padrão de tomada de decisão coerente, unificando e integrado. Ele é consciente, explícito, e proactivo.
2. Planejamento estratégico é um meio de estabelecer o propósito de uma organização – objetivo a longo prazo, plano de ações e alocação de recursos necessários para alcançar o propósito.
3. Planejamento estratégico define o campo competitivo de uma organização.
4. Planejamento estratégico responde a forças e fraquezas internas e oportunidades e ameaças externas para desenvolver e capitalizar em vantagens e vencer nas competições.
5. Planejamento estratégico oferece um sistema lógico de diferenciar tarefas e papéis, estabelecendo a estrutura de funcionamento.
6. Planejamento estratégico é um modo de identificar os benefícios econômicos, sociais, políticos que uma organização oferecerá a seus clientes.

Em outras palavras:
Para que seja um planejamento estratégico
1. Deve ter coerência nas decisões (não deve ser uma decisão tomada a bel fazer do responsável, sem planejamento).
2. Conter detalhes sobre o objetivo a longo, médio e curto prazo e planejamento das atividades e utilização dos recursos.
3. Ter um bom conhecimento sobre o mundo comercial e atividade da organização.
4. Ter uma informação esclarecida da realidade através da análise SWOT (força, fraqueza, oportunidades e ameaças).
5. Dividir as tarefas.
6. Esclarecer o que deseja oferecer aos clientes.

No processo que passarei a explicar, contém todos os elementos acima. É uma estratégia que serve para a administração em geral.

III – Processo do planejamento estratégico

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Acompanhamento

8. Avaliação

Preparação

1. Escolher um facilitador
Aconselho que escolham um facilitador que seja um externo. É melhor que a pessoa responsável também participe como um dos membros. Isso ajudará todos se sentirem livres para dar opiniões.

2. Fazer um cronograma
É possível concluir todo o trabalho em três dias (desde a definição da visão e objetivos até o planejamento das atividades). Pode ser realizado parte por parte, mas isso supõe mais custo e energia.

3. Definir os participantes
O ideal é que todos participem, mas, dependendo do tipo da empresa, não é possível que todos se ausentem durante três dias. Definir, portanto, um número máximo de participantes de modo que não cause dano à instituição. Convém que as pessoas responsáveis ou as que têm algum cargo participem e a esses participantes acrescentar representantes de diferentes sessões.

4. Orientação
É preciso que todos compreendam a necessidade da formação da comunidade e sobre o planejamento estratégico, sobre o que será feito e como será feito o planejamento. O facilitador ou a pessoa responsável explicará antes de iniciar o work-shop de 3 dias (conferência de uma a uma hora e meia). Ou é ainda possível fazer uma conferência a respeito, dias antes.
Mesmo que todos não possam participar do work-shop até o fim, deverá todos participar da primeira etapa, a de definir a visão e a missão (reflexão individual). Por isso é necessário garantir 2 ou 3 horas de participação geral.

PRIMEIRA ETAPA – DEFINIR A VISÃO / MISSÃO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Definir o plano das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Controle

8. Avaliação

O planejamento estratégico deve ter uma visão/missão ou objetivo a longo prazo para começar. Às vezes existem objetivos estabelecidos para uma comunidade (organização) que servem como enfeite. Quando toda a comunidade acolher o objetivo ou a missão como algo próprio, terá energia para colocá-lo em ação.

Tudo isto continuará acontecendo se compartilharmos uma visão comum
de como dar estes sinais efetivos (do Reino)
a outros e a nossa sociedade.
Mas a visão toda nunca é dada a uma pessoa.
Cada um de nós tem uma parte da verdade a partilhar.
Cada um de nós tem algo a contribuir para que tudo isso desabroche.
(Newsome)

Se todos têm a visão compartilhada, se todos têm o mesmo sonho, tudo se tornará realidade. Mesmo que a diretora do Jardim da Infância tenha o desejo de tornar a sua instituição a melhor da cidade, se os funcionários não tiverem interesse por esse sonho da diretora, mesmo as coisas mais simples serão realizadas. O autor acima diz que a visão que todos os membros comungam tem a força de transformar em realidade.

Por falta de visão, o povo desfalece.
Muitos projetos bons falham devido
à ausência de uma visão articulada que dê uma direção clara para o grupo. É de vital importância que a visão esteja clara, que a missão seja orientada, e que haja mútuo acordo entre os que serão por ela afetada.
(Sofield e Juliano, 1978)

Todos comungarão a mesma visão, se participarem do processo de sua criação. Normalmente as pessoas têm carinho especial por aquilo que cria com muito esforço. É estranho criar de novo o ideal de uma entidade que já existe. Mas é possível fazer uma visão com base no ideal já existente.

Passarei a explicar sobre o termo visão/missão.

Que é a visão/missão

Existem diferentes conceitos de visão/missão. A diferença entre estes dois termos também variam de autor para autor. Apresentarei a explicação do Padre Mario.

Acrescento a seguir algumas explicações pessoais

A visão é como uma planta para a construção de uma casa
Mesmo que a casa não esteja ainda construída, a planta permite fazer idéia da casa já construída. A visão permite expressar a imagem do momento mais florescente da obra. Como sentirá o construtor que não recebe a planta da casa a construir? Imagine o sentimento do pedreiro que deve escutar do mestre da obra que diz não ter planta da casa a construir, mas não precisa temer, é só seguir as suas orientações. Certamente ficará inseguro, fazendo apenas aquilo que lhe é mandado, perderá a vontade de trabalhar. Como o pedreiro que corta uma madeira sem saber onde será utilizada tal madeira, um funcionário que apenas cumpre as tarefas indicadas, sem saber para que, vai perdendo interesse e sente insatisfação. Pelo contrário o pedreiro que recebe a planta procura captar todo o processo. Pode sentir satisfação no trabalho ao ver a construção que pouco a pouco se aproxima da planta idealizada. Não seria ótimo ter uma planta assim?

Processo de definição da visão/missão

É ideal que o encontro para definir a visão/missão seja realizado num lugar diferente do local de trabalho. Um lugar agradável e belo que possibilite um relaxamento para sonhar. Naturalmente, na impossibilidade, pode ser no local do trabalho, mas é importante garantir o silêncio. Este work-shop para fazer a visão/missão será uma experiência muito rica para os participantes. Dizem os que já participaram que experimentam a mesma emoção sentida neste momento, cada vez que vêem a visão/missão. Neste encontro, estabelece-se alguns momentos de oração além da oração da noite e de manhã. Esse momento de oração, bem preparado com textos bíblicos e cantos de fácil compreensão, torna um momento de muita emoção mesmo para quem não é cristão. Esta oração é muito eficaz e ajuda os participantes a entrarem em contato com o eu mais profundo, liberta-os do egoísmo e torna-os desarmados e humildes. E isso possibilita a pensar na melhor visão desse grupo. Experimentarão que o Espírito Santo atua nos crentes e também nos que não crêem.

As etapas do work-shop

Passo 1: Meditação pessoal

É o primeiro passo de descobrir o seu próprio valor. O exercício de recordar as experiências pessoais alegres e tristes e o motivo que causou tais sentimentos ajudará a descobrir em que está o seu valor. Se o tempo permitir, reserve cerca de 30 minutos a uma hora. Mas se não tiver muito tempo, dedique no mínimo 15 minutos para esse passo. Ajude a criar o ambiente de meditação com uma oração inicial e com músicas. Lance-lhes as seguintes duas perguntas:

A correlação entre a pergunta 1 e 2:
Sentiu-se feliz porque havia nesta instituição aquilo que dá valor e sentiu-se triste porque não encontrava na instituição aquilo a que dava valor. Por exemplo, uma professora de Jardim da Infância recordou como momento mais feliz a festa de natal de um certo ano. Sentiu-se feliz porque, apesar de estar repetindo várias falhas, a diretora confiou a ela a organização da festa e, feliz por receber a confiança, sentiu que conseguiu responder às expectativas da diretora, terminando com sucesso a festa. Assim a resposta desta pessoa à segunda pergunta seria a relação de confiança. Quando se fala em valores, expressa-os com as palavras como: delicadeza, gratidão, alegria, fraternidade, amor à família etc., mas quando não tiver um termo conveniente poderá expressar com uma frase curta.
Quando terminar a meditação pessoal, faz-se a partilha em grupos pequenos de duas ou três pessoas, destinando para isso o mesmo tanto de tempo utilizado para a meditação pessoal. Cada grupo escolhe o seu espaço de partilha. A partir dessa partilha, recolhe-se numa folha de A4 com caneta grossa os valores comuns encontrados no grupo e será posteriormente apresentado no plenário. No caso que não tiver muito tempo, a facilitadora poderá ler com expressividade o que o grupo expõe no painel.
Quando todos os membros não podem participar, o restante será feito pelos representantes. É importante esclarecer aos que não podem participar que o trabalho será continuado com base naquilo que foi partilhado até então por todos.

Passo 2: Estudo dos documentos

Estude em grupos pequenos os documentos que ajudem a entender o sentido da existência da obra desenvolvida pela instituição (documentos lançados pela nação, Igreja, Congregação ou documentos referentes à obra) e crie uma imagem ideal dessa obra. Por exemplo, na escola:
• Documentos do ministério de educação
• Documentos da Igreja referente à educação (Santa Sé e da conferência dos bispos)
• Documentos da Congregação referente à educação (constituições, regulamentos, outros)
• Documentos históricos da escola etc.

Respondam às seguintes perguntas em grupo
1. Qual foi o motivo de fundação desta escola?
2. Como deve ser uma escola católica?
3. Como deve ser uma escola da Congregação …?
4. Como deve ser conforme a orientação da nação?
5. Qual é a imagem ideal da escola? (leve em consideração os 4 itens acima)
* O sublinhado deve ser mudado de acordo com a obra.

Os grupos respondem às mesmas perguntas, e posteriormente as respostas serão organizadas. A questão [2. Como deve ser uma escola católica?] e [3.Como deve ser uma escola da Congregação…] não devem ser respondidas apenas pelas religiosas, mas deve oferecer documentos necessários e pedir que os leigos também apresentem os seus pensamentos (às vezes as religiosas usam palavras indecifráveis pelos leigos sem dar conta disso). Esta será uma boa oportunidade para os leigos terem compreensão da Congregação. Esta tarefa de dar resposta às 4 questões acima será uma grande ajuda para confirmar a identidade da obra. Por exemplo, por mais que uma pessoa queira ser uma filipina para facilitar a vida em Filipinas, isso não é possível. Assim como não é possível negar a própria nacionalidade, assim também não se pode negar a identidade católica das nossas obras, mesmo que não tenha nenhuma religiosa trabalhando nela. A obra que nasceu com espírito católico perderá sua identidade no dia que deixar de ser católica. Quem perde a própria identidade perde a possibilidade de fazer florir a sua flor, a única no mundo.

Passo 3: Análise da sociedade atual

É o passo da análise da sociedade atual e identificação de suas necessidades. Cada grupo anteriormente formado responderá às seguintes perguntas.
1. Qual é a característica da sociedade atual? (Fazer um levantamento das características nos aspectos econômico-político-cultural-religioso-espiritual e escolher três mais relevantes.) Ex.: baixa taxa de natalidade, envelhecimento da sociedade, sociedade de informação, consumismo, materialismo, aumento de famílias desestruturadas etc.

2. Em que sentido as três características acima influenciam a vida dos jovens?

3. Qual seria um novo desafio para nós, se tiver?

4. Como é a sociedade onde se localiza a escola e como é o ambiente familiar e social dos alunos? Enumere as principais características (Fazer um levantamento das características nos aspectos econômico-político-cultural-religioso-espiritual e escolher três mais relevantes.).

5. Em que sentido as três características acima influenciam a vida dos jovens?

6. Qual seria um novo desafio para nós, se tiver?

* O sublinhado deve ser mudado de acordo com o destinatário da instituição.

Passo 4: Elaboração da visão

 Trabalho pessoal
Os participantes refletem sobre o que veio pensando até esse momento, em silêncio, numa atmosfera de oração. Ler com atenção e aprofundar as conclusões do passo 1: Meditação pessoal, passo 2: Estudo do texto, passo 3: Análise da sociedade atual. Depois disso tentar produzir a imagem ideal, isto é, a visão da obra (destinar cerca de uma hora para esse trabalho).

Considerações importantes na redação da visão
1. Ir afunilando as idéias
 Que tipo de comunidade quer formar (comunidade aconchegante, comunidade em que Cristo é o modelo, que tem ajuda mútua, que ajuda o crescimento mútuo, que é alegre, que é como um lar etc.).
 Que vantagem teria o destinatário ao escolher esta instituição? Quando o destinatário é criança: o que as crianças aprendem e qual é o ideal humano que busca formar? No caso de outros destinatários: como espera que os destinatários passem o dia e o que nela adquira etc.
 Que tipo de sociedade espera? (Estar consciente que o serviço oferecido pela instituição é uma doação para a sociedade local e para o mundo)

2. Redigir a visão, considerando os aspectos acima.
 Evite termos muito rígidos.
 Não se esqueça de que esta visão se destina para a comunidade formada também pelos destinatários e seus responsáveis. Uma frase como “ajudamos a formar crianças alegres e dóceis” limita-se ao educador. Mas será abrangente se for: “as crianças crescem na alegria e docilidade”.
* Vide exemplos de visão.

 Trabalho de grupo
Divida em grupos e elabore uma visão única, levando em consideração a visão de todos outros grupos (destinar cerca de uma hora).

 Plenário

Elabore juntos uma visão única, partilhando o que foi feito em grupos.

Considerações para o momento de elaborar uma única visão
1. Exponha a visão de cada grupo num mural ou no projetor.
2. Se necessário ouvir a explicação de cada grupo.
3. Estar atento aos termos que se repetem nas exposições dos grupos.
4. Na elaboração de um único procure incluir de cada grupo o que aparece. Quando se fala de mesma coisa de formas diferentes, escolha uma delas.
5. Ir apagando as palavras, frases ou conteúdos que forem aproveitados de cada grupo; confirmar que o conteúdo da visão de todos os grupos foi incluído.
6. O seguinte passo é de simplificar, cancelando o que está repetido, corrigindo a estrutura, até que todos estejam de acordo.

Passo 5: Elaboração da missão
Com base na visão elaborada, partir para a elaboração da missão. A missão é como uma declaração do grupo, expressão daquilo que pretende fazer cada qual em seu lugar para a concretização da visão. Começa-se com “Nós funcionários”, ou “Nós educadores”, ou “Nós alunos”. Um certo Jardim da Infância fez separadamente para educadores, pais, alunos, condutores de ônibus escolar. A missão dos educadores e dos alunos foi feita pelos educadores, mas a dos pais e condutores de ônibus foi feita posteriormente, após uma explicação.
A missão é como um compromisso, podendo ser curto ou comprido. Pode ser em forma esquemática. De preferência evite a repetição de palavras ou conteúdos da visão.
Normalmente não se leva tanto tempo para fazer a missão como acontece com a visão. A elaboração da missão é feita seguindo os mesmos da visão, primeiro individualmente, depois em grupo e finalmente no plenário.
Na elaboração da missão única também faz como se fez na visão, mas será mais fácil fazer a classificação esquemática por conteúdo.

SEGUNDA ETAPA – ESTABELECER O OBJETIVO A MÉDIO PRAZO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Definir o plano das atividades

6. Colocar em ação o plano

1. Controle

8. Avaliação

A visão/missão é um objetivo a longo prazo. Ao definir a visão, estabelece-se a meta final, mas uma caminhada demasiada longa é cansativa. Estabelece-se então um objetivo a médio prazo.

1) Definir o tempo para o médio prazo
O médio prazo varia conforme o autor, de 5 a 15 anos. Basta que cada entidade escolha o prazo dentro desse limite. Nossa Congregação decidiu por 6 anos, pois o mandato da superiora é de 3 a 6 anos.
2) Definir a área
A visão/missão contém diversos objetivos. Para sua concretização, divide-as em áreas, estabelecendo seus respectivos objetivos. Isso depende do tipo de ação e política adotada pela Congregação. Aqui apresentarei as áreas escolhidas nos work-shops feitos até agora com as diferentes entidades.

As áreas escolhidas nas escolas de Educação Infantil

1. Formação de comunidade: Pensar em um objetivo que ajude a formar a comunidade, cultivando o senso de solidariedade e para que cada um possa estar consciente da visão definida, de modo que os funcionários, crianças, responsáveis, colaboradores possam caminhar em direção à visão.
2. Religioso e espiritual: Pensar num objetivo que ajude a formar um ambiente religioso para que as crianças, os responsáveis e os funcionários possam crescer no relacionamento com Deus e consigo e cultivar o senso religioso.
3. Cultura/educação (saúde, língua, expressão): Em relação à educação integral na vida escolar. Pensar num objetivo que ajude a formar um ambiente que ajude o crescimento das crianças no aprendizado da língua, expressão, crescimento físico de acordo com a idade.
4. Social (relações humanas e ambiente): Pensar num objetivo que ajude a formar um ambiente que ajude despertar o senso social das crianças em contato com as pessoas, natureza e ambiente, conforme a idade. Pensar num objetivo que ajude a família a cuidar das crianças.

CASA DE REPOUSO

1. Formação da comunidade: Pensar num objetivo que ajude a formar a comunidade, cultivando o senso de solidariedade, e para que cada um possa estar consciente da visão definida, de modo que os funcionários, usuários, colaboradores possam caminhar em direção à visão.
2. Religioso e espiritual: Pensar num objetivo religioso e espiritual no sentido de cuidar da fase terminal dos usuários que se preparam para a morte. É indispensável o aprofundamento na espiritualidade (sabedoria religiosa ou espiritual) para aceitar a morte em paz. Isto é, podem enfrentar a morte com tranqüilidade pensando na salvação da alma.
3. Cultura/educação (formação permanente): Pensar num objetivo que permita que os usuários façam desabrochar o potencial criativo ou o sentido da vida que cultivou até então.
4. Social: Pensar num objetivo que torne possível uma vida de participação na própria família e na sociedade local como sujeito, sem cortar os laços com a sociedade ao entrar no asilo.

ABRIGO

1. Formação da comunidade: Pensar num objetivo que ajude a formar a comunidade cultivando o senso de solidariedade e para que cada um possa estar consciente da visão definida, de modo que os funcionários, usuários, colaboradores possam caminhar em direção à visão.
2. Religioso e espiritual: Aquilo que está relacionado com a religiosidade e crescimento interior das crianças.
3. Cultura/educação: Aquilo que está relacionado com a educação, crescimento intelectual e conhecimento cultural.
4. Autonomia:
[Crescimento de autonomia] Autonomia da criança desde os cuidados pessoais até a formação profissional. Ajudar a cultivar o que é necessário para a vida cotidiana e para a capacidade de relacionamento pessoal para viver na sociedade.
[Ajuda à família] Em relação à autonomia social da família das crianças.

AMBULATÓRIO

1. Formação da comunidade: Pensar num objetivo que ajude os funcionários, usuários, colaboradores a formar a comunidade ideal cultivando o senso de solidariedade.
2. Saúde em geral: Pensar num objetivo visando à qualidade na própria área.
3. Cuidado integral: Pensar num objetivo que possibilite contemplar a pessoa como um todo – psico-sócio-espiritual – e não apenas o físico.
4. Serviço à comunidade local: Pensar num objetivo em vista de um serviço que responda às expectativas da comunidade.

Aspectos a considerar ao definir objetivos de cada área

1. Extrair da visão/missão palavras ou frases relacionadas com a área.
2. Pensar no objetivo a médio prazo com as palavras da visão/missão.
3. Quando não tiver itens relacionados com a área em questão, pensar no objetivo, levando em conta o que precisa ser reavaliado nessa área.
4. Considerando que o médio prazo seja 6 anos, imaginar “como gostaria de estar depois de 6 anos”. É difícil expressar com exatidão, mas basta que exprima como deve estar transformado após 6 anos.

Exemplo de um ambulatório clínico

Extrato da visão/missão sobre a Formação da comunidade
• Clínica Caritas que nasceu numa natureza rica e no meio de pessoas carinhosas. (Visão)
• Alcançar a tranqüilidade físico-espiritual. (visão)
• Uma clínica que tem atmosfera de uma família, onde cada um possa se realizar naquilo que deseja ser. (visão)
• Nós temos em vista a construção de um ambiente de trabalho onde reina a alegria, sorriso, colaboração e acolhida, para que todas as pessoas que passam pela clínica possam sentir o amor de Cristo. (Missão 1)

Extrato da visão/missão sobre a saúde em geral
• Serviço médico confiável (v)
• Oferece a paz físico-espiritual (v)
• Possibilitar a realização do que cada pessoa quer ser.(visão)
• Para oferecer um serviço médico e de cuidado de alta qualidade nós nos empenhamos para aprofundar os conhecimentos. (Missão 2)

Extrato da visão/missão sobre o cuidado integral
• Cuidado carinhoso (v)
• Tranqüilidade e paz físico-espiritual (v)
• Possibilidade de realizar-se na construção do eu ideal (v)
• Nós estaremos atentos em escutar os usuários com bondade e tranqüilidade, para cuidar físico, psíquico, social e espiritualmente visando à cura do corpo e do espírito. (missão 3)
• Valorizar a vida insubstituível com amor semelhante de Cristo.
• Oferecemos um serviço médico enraizado na vida para que os usuários possam viver até o último momento o seu ser pessoal. (missão 4)

Extrato da visão/missão sobre o serviço à comunidade local
• Nós nos dedicamos à saúde da comunidade local cooperando com outras entidades afins, oferecendo o nosso serviço peculiar. (5)

Como mostra o exemplo acima de uma clínica, foram estabelecidos sete objetivos. Na prática, o work-shop será feito em grupos por área e cada grupo elabora o objetivo a médio prazo, extraindo as palavras ou frases da visão/missão. A seguir esse objetivo será apresentado e se necessário, retocado no plenário. Feito isso prossegue para o seguinte passo.

TERCEIRA ETAPA – ANÁLISE DE SWOT

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Definir o plano das atividades

6. Colocar em ação o plano

2. Controle

8. Avaliação

Tendo traçado o objetivo, deve agora verificar em que situação se encontra. Poderá melhor aproximar-se do objetivo se conseguir detectar o que ajuda ou dificulta a alcançar o objetivo. E isso se faz através da Análise SWOT.

Que é Análise SWOT?

O que ajuda O que dificulta
Interno Força (Strength) Fraqueza (Weakness)
Externo Oportunidade (Opportunity) Ameaça (Threat)

Técnica SWOT
Faz-se a análise SWOT dos objetivos traçados.
Detectar as forças e fraquezas, ou oportunidades e ameaças mais significativas. Anotar apenas as forças que ajudam na realização do objetivo e as fraquezas que dificultam a consecução do objetivo.
Elaborar o objetivo com base nesses dados.
(Proponho que elabore um quadro apropriado a sua instituição, a partir do modelo abaixo. Considerar com atenção quem deve ser analisado.).

Área:
Objetivo:

Análise SWOT
Pessoas Forças Fraquezas
Administrador
Funcionários diretamente encarregados (professor, cuidador etc)
Outros funcionários (secretário, motorista etc)
Usuário (alunos, crianças etc)
Pais ou responsáveis

Oportunidades Ameaças
Sociedade em geral
Sociedade local
Objetivos:
• •

O seguinte exemplo ajudará a compreensão.
Suponhamos que um jovem tenha como objetivo “casar-se dentro de 6 anos”. A sua análise SWOT será aproximadamente como segue:

Objetivo: casar-se dentro de 6 anos
pessoa força fraqueza
A própria • Boa situação financeira
• Valoriza as pessoas • Pouco sociável (especialmente com mulheres)
oportunidades ameaças
Sociedade em geral • Existem muitas mulheres que procuram pessoas com poder aquisitivo • Aumento de mulheres que preferem ser solteira

Definir o objetivo a curto prazo (objetivo anual) desta pessoa, com base nessa análise. O que mais preocupa é a fraqueza de ser pouco sociável. Daí vem o seu objetivo anual que seria “ampliar o seu ambiente social”.

Não precisa deter-se apenas à fraqueza. Por exemplo, pode colocar luz sobre a força e oportunidade e traçar como objetivo “tornar-se famoso”. Tornando-se famoso, não haverá necessidade de esforçar-se em ampliar o seu espaço social, pois as mulheres o procurarão e facilitará a escolha de uma parceira.

QUARTA ETAPA – DEFINIR O OBJETIVO A CURTO PRAZO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Acompanhamento

8. Avaliação

Como já foi visto na análise SWOT, o objetivo a curto prazo será feito logo depois de fazer a análise SWOT.

Considerações ao definir o objetivo

Normalmente define-se o objetivo que ajude a remover a fraqueza, porém poderá escolher objetivo que ajude a realçar a força. Seria ideal que o objetivo orientasse para que a força de um grupo remova a fraqueza do outro grupo, mas nem sempre isso acontece.
Ao pensar no objetivo, é preciso definir o sujeito. Deve definir “quem” se transformará.
A seguir expressar “como ficará” e não “em que se esforçar”. Por exemplo, é melhor que seja “todos os funcionários serão capazes de transmitir o amor de Cristo” do que “os funcionários se esforçarão para tornarem-se capazes de transmitir o amor de Cristo”. Na avaliação depois de um ano, como saberá o tanto de esforço necessário para alcançar o objetivo traçado? A avaliação será inexata. Porém, se considerar o primeiro, a avaliação chegará à conclusão de que não alcançou o objetivo se não tiver tornado uma pessoa capaz de transmitir o amor de Cristo. Um objetivo assim gera atitudes práticas de como aprender primeiramente o amor de Cristo e aprender também o modo de transmiti-lo eficazmente. Um bom objetivo conduz a um bom planejamento das atividades.
Às vezes aparecem nos objetivos as frases que indicam formas de ação concreta, tais como, “através de …..”. Essas formas concretas de ação devem constar no planejamento das atividades e não nos objetivos. Por exemplo, “informatizar os dados dos usuários para melhorar o trabalho em equipe”. Nesse caso é melhor que seja: “compartilhar os dados dos usuários para melhorar o trabalho em equipe”. Pois a informatização é um dos meios de compartilhar, portanto deveria estar no planejamento das atividades.

QUINTA ETAPA – PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Controle

8. Avaliação

Fazer o planejamento das atividades de cada objetivo estabelecido. Pensar nos meios e modos de alcançar o objetivo.

Tomemos como exemplo o caso do rapaz que quer se casar, tratado na análise SWOT.
Objetivo: Ampliar o espaço social
atividade responsável destinatário estratégia data orçamento
1. Festa social pai Mulheres solteiras de 25 a 35 anos Fazer uma festa solene no hotel 5 estrelas Meu aniversário US$ 8268
2. participar de curso O próprio Fazer curso sobre o relacionamento humano
3. Uso de meios de comunicação Amigo Todas as mulheres solteiras do país. Fazer o anúncio “procura-se uma parceira para o casamento”, no jornal. Fazer uma breve apresentação, indicando a renda anual e dados para contato. ?
4. cumprimentar as pessoas O próprio Todas as mulheres com quem encontra. Cumprimentar alegremente todas as mulheres que encontrar. Todos os dias $ 0,00

Como exemplo acima, pense em diversos modos para alcançar o objetivo. Algumas atividades podem ser grandes, mas outras mais práticas, ainda outros de esforço diário, constando uma diversidade de atividades. Não há necessidade de pensar numa atividade original, pois uma simples modificação numa atividade ordinária poderá ajudar a consecução do objetivo. Depois de fazer o planejamento das atividades de cada objetivo, confrontar todos eles e fazer uma lista de atividades do ano, fazendo uma lista classificada de acordo com a espécie. Isso ajudará a ter uma visão global que tornará transparente se não tem atividades de mais ou se não extrapolou o orçamento, permitindo assim o ajuste necessário.

Finalmente, faz-se o calendário anual. Nele constará as atividades de cada planejamento das atividades, ou as reuniões periódicas, estudos etc.

SEXTA ETAPA – PRÁTICA DO PLANEJAMENTO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Acompanhamento

8. Avaliação

Com o planejamento das atividades em mãos, resta colocar em prática cada atividade com eficácia a fim de que cada objetivo seja alcançado.

SÉTIMA ETAPA – ACOMPANHAMENTO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Acompanhamento

8. Avaliação

Mas no decorrer da caminhada talvez seja preciso fazer algum ajuste. Pode acontecer algum imprevisto, ou ter algum detalhe que tenha escapado ao fazer o planejamento, ou ainda no excesso de ardor na hora de montar o planejamento possa ter decidido o que na realidade pesa muito. É melhor manter a flexibilidade do que teimar no que ficou decidido, pois poderá causar contra efeito. Porém, aconselho que o responsável não decida sozinho, deve mudar depois de conversar com todos.

OITAVA ETAPA – AVALIAÇÃO

1. Definir a visão e a missão. Objetivo a longo prazo quando necessário

2. Estabelecer o objetivo a médio prazo (6anos) a cada 6 anos

3. Análise SWOT

4. Estabelecer o objetivo a curto prazo a cada 1-3 anos

5. Planejamento das atividades

6. Colocar em ação o plano

7. Acompanhamento

8. Avaliação

A avaliação é muito importante. Que tipo de avaliação acostumam fazer depois de cada atividade encerrada? Será uma reunião em que comentam e dão opinião sobre a atividade com um relatório final? Por exemplo, suponhamos que faça uma avaliação depois de uma gincana poli-esportiva. O coordenador pergunta o que acharam da gincana desse ano. Se a resposta for do tipo: foi bom. Porque foi bom? Porque o tempo foi bom, os pais ou responsáveis estavam contentes. Esse tipo de avaliação é sentimental. O importante na avaliação é até que ponto o objetivo da gincana foi alcançado. Por exemplo, suponhamos que numa escola de educação infantil tenha como meta ajudar as crianças a serem mais resistentes, visto que é percebido que elas são introvertidas e tímidas diante dos desafios. Diante dessa proposta, o alvo da avaliação será o de verificar se as crianças mudaram um pouco. Mesmo que a gincana não tivesse sido interessante e que não tenha satisfeito os pais, podemos dizer que a gincana teve um grande sucesso se alcançou o objetivo.
É importante fazer a avaliação depois de cada atividade e conservar o seu relatório, porém, deve fazer a avaliação geral no fim do ano. Convém fazer uma avaliação no meio, que será naturalmente uma avaliação do que conseguiu alcançar em relação ao objetivo anual.
Avalia-se o quanto alcançou do objetivo anual em cada área. Poderão demonstrar numericamente por porcentagem, ou nota de 1 a 10. Deve anotar a justificativa desta nota. A avaliação pode ser feita pela equipe que se reuniu para elaborar o planejamento das atividades, mas seria melhor se conseguir envolver todos os funcionários através de uma folha de avaliação previamente entregue.
Os representantes farão a avaliação com base nesse material e elaborará o objetivo e o planejamento das atividades do ano próximo.
O objetivo não alcançado passará para o outro ano. Surgirá um planejamento melhor se fizerem análise do motivo de não terem alcançado o objetivo.
Perseguirão o objetivo a médio prazo, repetindo anualmente esse processo. Terminado o prazo médio, fará a sua avaliação. Estabelece-se um novo objetivo com base nessa avaliação e a seguir faz-se a análise SWOT. E repete o círculo de definir o objetivo anual, o planejamento das atividades, ….
A esse círculo dá-se o nome de Planejamento Estratégico. Gostaria que entendessem que este planejamento inclui a prática, o ajuste e a avaliação.

Anexo
Exemplos de Missão/Visão

Visão

O Jardim da Infância Santa Maria de Igusa
É um Jardim da infância católica cheia de alegria
Em que cada um se percebe como uma pessoa única insubstituível,
Que cresce junto, valorizando a vida de tudo que Deus criou.

As crianças cultivam a força para crescer com bondade, aprendendo a pensar e agir por si mema.
Brincando com alegria num ambiente expansivo
Cultivam a sensibilidade rica e os valores humanos, aprofundando o relacionamento com o outro.

Mantém atitude de colaboração com todos
Com a comunidade local e família
Com amor de Cristo
Como um Jardim da Infância aberto à sociedade.

Missão

Nós educadores
Como praticantes e transmissores do amor de Cristo
Alicerçados na pedagogia de Dom Bosco (amorevollezza, razão e religião).
Cuidamos de cada criança, estando sempre com elas, protegendo-as, escutando-as, fortalecendo os laças de mútua confiança, valorizando como uma existência insubstituível dada por Deus.
Para isso buscamos oferecer uma boa educação,
Empenhando-nos no próprio crescimento profissional e humano como educador, colaborando com os pais e responsáveis e funcionários.

Nós pais e responsáveis
Empenhamo-nos na melhoria do clima familiar, fortalecendo os laços de família, para que as crianças possam agradecer o dom da vida, sentindo a alegria de viver.
Confrontamos com as crianças com muito amor, aprendendo a olhar com seu olhar, valorizando sua autonomia e seus valores.
Promovemos, ainda, a força de viver com valores morais justos, dando-lhes oportunidades diversas, dentro das possibilidades.
E, colaborando com Jardim da Infância Santa Maria de Igusa,
Crescemos diariamente com as crianças,
Físico e espiritualmente para sermos modelo para elas.

Nós condutores de ônibus escolar
Mantemos a relação com as crianças com senso ético,
Tendo como nosso primeiro dever “dirigir com segurança”
Marcando o nosso cotidiano com a oração da manhã, encontro, check-up de saúde própria e da condução.
Nós nos empenhamos em manter uma vida muito proveitosa
Sendo merecedores da confiança das crianças e pais e responsáveis,
Conduzindo as crianças com saudações cordiais e vivas, num ambiente de alegria.

Nós crianças
Seremos alegres, saudando a todos com satisfação
Valorizamos a vida protegidas por Jesus e Maria Santíssima,
Somos crianças que reza, escuta, que tem bons pensamentos e
Que pensa no bem do amigo.
Que fala com clareza e que faz até o fim o que começou.

Visão

A Clínica Caritas que nasceu numa natureza rica e quente
É uma clínica com atmosfera de família
Onde cada pessoa pode realizar seu sonho,
Recebendo a paz fisico-espiritual
Através do serviço médico de confiança
E cuidado humano acolhedor,
Valorizando a vida sem igual,
Com amor “caritas” de Cristo aos homens.

Missão
1. Buscamos construir um lugar de trabalho onde reina alegria e sorriso, caracterizado pela mútua acolhida e colaboração, para que todos que visitam a clínica possam sentir o amor de Cristo.
2. Empenhamo-nos diariamente no estudo para oferecer alta qualidade de serviço médico-cuidado ambulatorial.
3. Nós escutamos os usuários com bondade e calma para oferecer cuidados físicos, espirituais, sociais e psicológicos capazes de produzir a cura do corpo e da alma.
4. Nós oferecemos um cuidado médico enraizado na vida cotidiana dos usuários, para que possam viver com tranqüilidade até o último momento.
5. Nós prestamos o serviço médico personalizado na comunidade local, mantendo laços de cooperação com outras entidades afins.

Visão
O Colégio Dominicano de Miyakonojo é uma instituição educativa católica alicerçada no pensamento educativo “Crescer no amor, buscando a verdade”, valorizando a existência insubstituível de cada pessoa.

As estudantes crescem como mulheres capazes de iluminar seu derredor, num ambiente de família, com bondade de gratidão,
Buscando o próprio crescimento intelectual e senso internacional,
Despertando para a missão e orgulho de cuidar da vida.

Para responder à confiança da sociedade pluralista,
Caminhamos com a comunidade local,
Valorizando o relacionamento,
Praticando o que aprendemos,
Desejamos a paz duradoura.

Missão

Praticamos o sistema educativo de Dom Bosco de “estar com”, ajudando e encorajando os alunos, para que possam desenvolver suas potencialidades com segurança, sentindo-se amados.
Para isso colocaremos todo o nosso empenho na educação,
Segundo o nosso ideal educativo,
Buscando a nossa união e auto crescimento.

Visão
A nossa instituição Lírio branca, baseada no catolicismo,
É uma instituição acolhedora e cheia de alegria como o sol de Amami,
Valorizando cada pessoa num ambiente de família unida pelos laços de amor e confiança.

As crianças que recebem o dom e o carinho da natureza crescem físico-espiritualmente como boas cidadãs dessa ilha, curando as feridas do coração, conhecendo a preciosidade da vida, empenhando nos estudos na ajuda mútua, cultivando a bondade e a capacidade de discernir o bem e o mal.

No relacionamento com a família e a comunidade local, busca ser uma instituição querida pela comunidade, colaborando e respondendo às suas necessidades, e valoriza, ama e cultiva a cultura e as tradições da ilha.

Missão

Missão dos funcionários
Nós nos empenhamos a ser um amparo para as crianças, cultivando um relacionamento de confiança, vivendo o amor (caritas), com paciência e bondade para que as crianças se sintam amadas, seguindo a pedagogia de Dom Bosco. Acolhemos cada criança tal como é, educamos com respeito, valorizando cada uma delas, colaborando para o crescimento de suas potencialidade, alegrando-nos com seu crescimento.

Buscamos a melhoria de tratamento e inserção na família para a felicidade das crianças, mantendo sempre bom humor e alegria, a união e a colaboração com os funcionários, preparando um ambiente de família onde as crianças possam viver em paz e com segurança.

Missão das crianças

Para tornar o Lírio branco uma instituição onde explode a alegria como a do sol,
Buscamos ser pessoas alegres, capazes de alegrar os outros, saudando as pessoas, mantendo o sorriso diariamente.
Buscamos fazer todas as coisas com empenho, esporte e os estudos, aproximando passo a passo do nosso sonho.
Estaremos atentos ao bem comum, e não somente o próprio,
Obedecendo às normas da instituição.
Prestaremos serviço à instituição, colaborando com aquilo que está a nosso alcance.
Buscamos ser bom para com todos.
Buscamos ser capaz de dizer a própria opinião e de escutar a opinião dos outros.
Fazer auto exame e reconhecer quando erramos.
Valorizamos a união, fruto do diálogo e mútua colaboração.

(depois de explicar a visão, perguntamos aos estudantes de curso elementar até o médio o que fazer para que a visão se torne realidade. As crianças expressaram suas idéias em forma de redação e desenhos. A lista acima foi feita com base na expressão das crianças).

Visão
A Casa de Repouso Cavoli
É uma casa aconchegante
Onde se partilha e aprofunda a vida e as ricas experiências de cada um,
Valorizando mutuamente a vida, valioso dom de Deus,
Sentindo o amor “caritas” de Cristo,
Num ambiente rico em natureza, sol, mar e céu.

Missão

Partilhamos a alegria de viver, construindo um relacionamento de confiança, compreendendo e escutando a voz do coração de cada pessoa com respeito.
Empenhamos no estabelecimento de um ambiente rico, onde cada um possa ser respeitado nas suas capacidades, respeitando a personalidade de cada usuário.
Buscamos oferecer um serviço de qualidade, procurando o crescimento profissional e a união de funcionários.
Prestamos a nossa colaboração na construção de uma comunidade local alegre, buscando ser uma instituição confiável, valorizando o relacionamento com as famílias e a comunidade local.

  1. Boa trarde!
    Paz!
    Achei Projeto Educativo Pastoral Salesiano muito bom!
    O padre de nossa comunidade pediu para fazer um planejamento pastoral
    dentro do método de análise SWOT.Aspectos sociopoliticos,socioculturais,religiosos,da própia comunidade eclesial,recursos disponíveis dentro e fora da igreja,planejar nossa própia caminhada,elaborar perguntas.
    Podem me orientar para ajudar minha comunidade,queria tanto ajudar nesta tarefa.
    Desculpé,se estou sendo inconveniente,mas a vontade é tanto que pesquisando ,encontrei esta matéria,chamou minha atenção!
    Obrigada!
    DEUS abênçõe!

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